Comemorar o dia 8 de março, “Dia Internacional da Mulher”, nos remete às diversas comemorações das quais já participamos, através da história marcada no tempo e espaço de cada uma de nós; trajetória de nossas vidas, que acompanharam tantas e tantas mudanças ocorridas.
Tempo foi, enquanto construíamos o nosso modo de vida, que o fascínio surgia das mulheres princesas. Os livros de contos de fadas, eram literatura obrigatória, porque traziam ao nosso encanto, uma fantasia que se misturava com o desejo que o sapatinho encontrado pelo príncipe, coubesse no nosso pé!
Através das histórias, transitávamos ora nos castelos, ora nas florestas, mergulhadas numa fantasia-verdade; encontrávamos lobos, monstros, anõezinhos, bruxas, reis e rainhas. Um desfilar de personagens, que nos faziam crer, que também nós, seríamos felizes para sempre.
A realidade era tão visceral, que aos nossos olhos e ouvidos a realidade existia. Experimentávamos o medo do malvado desconhecido ou a certeza que o cavalo branco, estaria a nossa espera, frente a nossa porta.
Crescemos, amadurecemos e aos poucos nossas vidas foram dando lugar à realidade, mas os ensinamentos, além dos suspiros que nos deixavam extasiadas, nos proporcionaram imagens, nos deram coragem simbólica, nos ensinaram que o bem e o mal, não ocupam o mesmo lugar. Aprendemos que não precisamos abandonar o sonho, para viver a realidade, mais distinguir palco, de vida.
Fantasia é metáfora, realidade é responsabilidade. E é esta virtude, que nós mulheres de todos os tempos, precisamos ter presente em nossas vidas de filhas, mães, avós, bisavós, dirigidas ou dirigentes, presentes nos mais variados cenários familiares e coletivos, onde o respeito é elemento obrigatório a permear os relacionamentos.
Branca de Neve confiante, acolhia o mundo sem questionar, tanto que ingenuamente, acreditou na oferta da bruxa. É bem verdade, que ainda, mulheres sem escolha muitas vezes, continuam mordendo maçãs envenenadas, oferecidas com promessas ilusórias.
Aprendemos com Aurora, a Bela Adormecida, que adormecer durante cem anos, fazia parte do roteiro, que alguém viria lhe acordar, quando a vida real não tem roteiristas benevolentes.
Num jogar as tranças a pedido da malévola, o príncipe ouve o canto da prisioneira e a liberta:
– Joga as tranças, Rapunzel!
Na fantasia, o beijo do príncipe, o afago das fadas, resolviam os impasses surgidos. Fantasia é inspiração. Realidade é construção diária, em busca de sermos felizes para sempre…
Não precisamos abandonar as coroas que nos confere o título de rainha do lar, apenas ajustarmos o tamanho delas, para que se possa governar a própria história.
Hoje, as tochas do nossos castelos estão sendo acessas, para que se perceba a importância que se encontre e se ajuste o pavio certo, para que possamos contribuir como mulheres corajosas, firmes nos nossos propósitos, com fagulhas de luz, através dos nossos dons e carismas com que o Criador nos concedeu.



