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Azonasul e Estado debatem ações para fazer frente aos impactos das fortes chuvas

Veja fotos do nível das águas da Lagoa dos Patos na altura do Centro Histórico de Rio Grande

O governo municipal de Rio Grande representado pela prefeita, Darlene Pereira, o vice-prefeito, Renato Gomes, e a Defesa Civil, participaram nesta sexta-feira, dia 21, de mais uma reunião da Azonasul para definir medidas visando mitigar os efeitos das fortes chuvas dos últimos dias. O governador do Estado, Eduardo Leite, e o coordenador de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Luciano Boeira, ouviram dos prefeitos da região relatos sobre a situação dos municípios atingidos pelos eventos climáticos.

Uma das principais demandas é a recuperação quanto à situação das estradas, especialmente nas áreas rurais, problema apresentado por praticamente todos os representantes dos municípios que participaram da reunião realizada de modo virtual. Muitos destes municípios tiveram danos severos em quase a totalidade de estradas do meio rural, inclusive com comunidades isoladas em alguns pontos, tanto em razão do alto nível das águas quanto pela queda de pontes e pontilhões.

Em comparação às outras prefeituras, em Rio Grande os impactos não chegaram a ser expressivos, mas existem danos pontuais, especialmente em áreas ribeirinhas. Um dos problemas ocorreu nesta quinta-feira, dia 20, quando o pontilhão que dá acesso ao Corredor do Mel, na localidade de Senandes, acabou sendo interditado devido ao acumulado de chuvas. O reparo já foi realizado e o trecho está liberado.

“Foi uma importante reunião com o governador, quando os municípios apresentaram suas demandas. Entre elas, a principal foi a recuperação das vias do interior e de áreas ribeirinhas. O governador nos apontou a possibilidade de usarmos recursos ‘fundo a fundo’ para esse trabalho”, contou a prefeita Darlene. Recursos desse modelo são transferidos de forma mais direta do governo federal ou estadual, por exemplo, aos municípios, reduzindo a burocracia dando mais celeridade às providências.

Darlene acrescentou que a Prefeitura continua buscando recursos para a recuperação de pontos atingidos e que exigem investimento em obras de recuperação. O Decreto de Situação de Emergência, instrumento que pode viabilizar repasses federais e estaduais, foi assinado no dia 13. Ao mesmo tempo equipes de diferentes setores seguem mobilizadas e atuando no interior e na cidade, na limpeza, desobstrução de valas e canais de drenagem, e mitigação dos impactos nas vias.

Auxílio do Estado

De acordo com o governador Eduardo Leite, diante do grande volume de danos causados, o Estado precisa definir prioridades. Para isso a Defesa Civil regional e estadual está analisando os impactos em cada cidade para organizar o modo de resposta. “Infelizmente não conseguimos fazer todo o aporte que gostaríamos. Por isso estamos fazendo um levantamento para estabelecer o apoio que o Estado pode oferecer aos municípios. Pelo que vimos, são muitas as estradas que foram atingidas”, disse.

  • O auxílio também depende da homologação do Decreto de Emergência de cada cidade. Equipes da Defesa Civil estadual e regional se colocaram à disposição para auxiliar no preenchimento dos dados no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID).

Volume de Chuvas e Lagoa dos Patos

  • De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande, nos últimos sete dias foram registrados mais de 190 milímetros de chuvas no Município, com um acumulado que já chega a 233,8 milímetros.
  • Não há previsão de precipitação para os próximos dias. A “trégua” da chuva, porém, vem acompanhada de baixas temperaturas, com mínimas de 4º na próxima segunda-feira, dia 24.
  • A Lagoa dos Patos também continua sendo monitorada e na tarde desta sexta, 21 de agosto, mantém nível abaixo da cota de inundação.
  • A condição favorece o escoamento das águas dos canais de drenagem, inclusive do Arroio das Cabeças, na Vila da Quinta, que tinha riscos de transbordamento.
  • Além disso, nesta sexta-feira não foram registrados alagamentos na rua Lagoa Azul e vias próximas, região de nível mais baixo que costuma ser prejudicada pela elevação do nível da água da Lagoa dos Patos.

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