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Receita Federal fez exercício e reforça fiscalização no Porto de Rio Grande

Um diferencial é a formação de sua equipe, composta exclusivamente por servidores da própria Receita Federal

O Centro Nacional de Operações Aéreas (CEOAR) da Receita Federal do Brasil realizou na semana passada, dia 23 de março, uma série de pousos táticos em terminais alfandegados do complexo portuário de Rio Grande. A ação ocorreu nas áreas da Portos RS, da Tergrasa e Tecon Rio Grande. A operação utilizou o helicóptero PR-RFC com o objetivo de demonstrar a capacidade de mobilidade e ampliar a presença fiscal da aduana brasileira diretamente nos recintos portuários, considerados estratégicos para o comércio exterior.

Em solo, equipes da Alfândega do Rio Grande e da Guarda Portuária atuaram na segurança perimetral e na recepção da aeronave. O exercício exigiu planejamento detalhado, incluindo a preparação das áreas de pouso, bloqueio da circulação de veículos e pessoas e a movimentação de dezenas de contêineres para garantir a segurança das manobras. A operação contou ainda com o suporte logístico do HU-51, esquadrão de helicópteros da Marinha do Brasil, responsável pela guarda e abastecimento da aeronave, reforçando a atuação conjunta entre instituições federais.

“É fundamental essa parceria entre o público e o privado para conseguir um local seguro para o pouso da aeronave e cada vez mais, dentro dessas parcerias potencializar a vigilância de repressão e as capacidades do Estado brasileiro”, comentou o delegado da Receita Federal em Rio Grande, Cristiano Demboski.

Especialização e capital humano

  • Para o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, a operação reforça a importância da atuação integrada no ambiente portuário. “A realização desses pousos táticos demonstra, na prática, o alto nível de coordenação entre os órgãos que atuam no porto. Essa integração fortalece a segurança, qualifica o controle aduaneiro e contribui diretamente para a eficiência das operações logísticas no complexo portuário de Rio Grande”, afirmou.
  • Outro diferencial do centro é a formação de sua equipe, composta exclusivamente por servidores da própria Receita Federal. Pilotos e operadores aerotáticos são Auditores e Analistas Tributários com treinamento especializado.
  • “Sob a perspectiva da gestão da Guarda Portuária da Portos RS, essa operação ratifica a importância da integração interagencial como pilar fundamental da segurança pública desta fronteira comercial – o ambiente portuário gaúcho”, avaliou o gerente da unidade administrativa de segurança portuária da Portos RS.

Capacidade
operacional ampliada

Criado a partir de um projeto iniciado em 1998, com implementação em 2005 e início das operações em 2007, o CEOAR evoluiu de uma estrutura voltada à vigilância aérea para uma unidade multimissão. Atualmente, os helicópteros são empregados em operações táticas, como infiltração e exfiltração de equipes em áreas de difícil acesso, além de ações de fiscalização tributária, monitoramento de obras e apoio a atividades de inteligência e repressão.

A estrutura também conta com o jato Pilatus PC-24, capaz de operar em pistas não preparadas e transportar equipes, equipamentos e cães de faro em todo o território nacional. O uso de drones complementa as ações, ampliando a capacidade de monitoramento em áreas restritas com menor custo operacional. Esse modelo coloca a Receita Federal em linha com práticas adotadas por aduanas de países como Estados Unidos, Itália, Espanha, França e Alemanha.

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