Economia

Estaleiro inicia construção do primeiro navio da Transpetro

Batimento de quilha marca nova etapa do projeto, que prevê quatro embarcações e deve ampliar o número de trabalhadores

Matéria original
publicada pela
jornalista Laura Cosme
no site GZH Zona Sul

O Estaleiro Rio Grande realizou nesta quinta-feira, dia 15, o batimento de quilha do primeiro navio Handymax encomendado pela Transpetro, solenidade que marca uma nova etapa na construção das embarcações, seis meses após o início do processamento de aço para o casco. O projeto prevê a construção de quatro navios do tipo Handymax, contratados por meio do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e à ampliação da frota própria da Petrobras. A assinatura do contrato foi em fevereiro do ano passado em Rio Grande.

Para o CEO da Ecovix, Robson Passos, responsável pela operação do estaleiro, o momento representa a retomada da atividade naval após anos de paralisação. “É um momento muito especial. Depois de praticamente 10 anos da indústria naval paralisada, poder retomar e ver nascer o primeiro navio depois desse tempo parado é uma satisfação enorme para a empresa. Também podemos contribuir com a geração de empregos aqui na região sul”, afirma.

A quilha é considerada a estrutura que funciona como a espinha dorsal do navio. O batimento é uma tradição da indústria naval que simboliza o início da construção da embarcação. Ainda segundo o CEO da Ecovix, a estrutura apresentada na cerimônia corresponde ao primeiro bloco do navio, formado a partir das chapas de aço e dos perfis processados na fábrica.

“O que a gente pode ver aqui é o primeiro bloco do navio, o nascimento do navio, o bloco de fundo. O processo começa com as chapas e os perfis, que passam pelo corte e pela soldagem. A partir desse bloco, começamos a completá-lo com equipamentos, tubulações e outros materiais, até que seja levado para dentro do dique para concluir a construção”, explica.

Mais de 65% dos equipamentos necessários à construção já foram adquiridos. Em julho passado 11 mil toneladas de aço vindos da Indonésia foram descarregadas no estaleiro. “Nós estamos batendo a quilha do primeiro navio. No início do mês começamos o processamento do aço do segundo e, no mês que vem (novembro), já teremos o batimento de quilha da segunda embarcação. Daí em diante, não para mais”, projeta Passos.

Saiba mais

  • O planejamento também inclui a construção de navios gaseiros, com início previsto para o começo de 2027. Ao todo, estão sendo construídos 13 navios encomendados pela Transpetro, de forma simultânea.
  • Segundo Jones Soares, diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, o projeto integra a estratégia da companhia de ampliar a capacidade operacional e renovar a frota própria.
  • “A construção desses navios representa um marco na retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria. O projeto reforça a estratégia da companhia de ampliar sua capacidade operacional para atender às demandas do mercado e acompanhar a expansão da produção de petróleo no País”, afirma.

Contratação de mil trabalhadores

Atualmente o estaleiro conta com cerca de 500 colaboradores. Além disso outros 100 profissionais estão em processo de contratação para este mês, e mais 150 devem ser contratados no mês seguinte. “No início do ano a gente já deve atingir a marca de mil colaboradores. E não para mais até atingir o pico dos projetos, entre quatro mil e cinco mil trabalhadores”, afirma o CEO da Ecovix.

Para os próximos meses a empresa afirma que já trabalha para garantir novos contratos após a execução dos projetos atuais. “Temos projetos suficientes para tocar o estaleiro pelos próximos quatro ou cinco anos. Agora, estamos trabalhando a médio e longo prazo para repor essa carteira, para que haja perenidade e continuidade nos trabalhos aqui”, enfatiza Robson Passos.

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