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Agora Tem Especialistas: carreta do Ministério da Saúde já recebe pacientes do SUS em Rio Grande

Outros 12 municípios receberam carretas do programa federal nesta sexta-feira. As unidades móveis já levaram atendimento especializado e reduziram o tempo de espera em 150 regiões de saúde de todos os estados e do Distrito Federal

Deste esta sexta-feira, dia 27, pacientes do Sistema Único da Saúde (SUS) de Rio Grande estão sendo atendidos atendidos na carreta de oftalmologia do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa, do governo Federal por meio do Ministério da Saúde, oferta consultas e avaliações oftalmológicas, ultrassonografias oculares e até cirurgias de catarata, levando centenas de pessoas a voltarem a enxergar.

As carretas atendem pacientes da rede pública previamente agendadas e encaminhadas pela secretaria de saúde local, garantindo organização dos fluxos assistenciais e a continuidade do cuidado na rede pública. Uma equipe multiprofissional, composta por médico, enfermeiro e técnico de enfermagem, recebe a população.

  • Em Rio Grande, dados extraoficiais dão conta que cerca de 1.100 pessoas estão na fila à espera de cirurgias de cataratas.

“Esta é a primeira carreta oftalmológica no Rio Grande do Sul, e Rio Grande é um Município estratégico para o Sul do Estado, com cerca de 200 mil habitantes e que, como tantos outros, enfrenta desafios importantes na oferta de consultas e procedimentos especializados”, afirma a Superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, Maria Celeste de Souza da Silva..

Na área da oftalmologia, segundo ela, “sabemos que há uma demanda significativa reprimida, com centenas e, muitas vezes, milhares de pessoas aguardando atendimento, especialmente para consultas, exames e cirurgias como catarata”. Maria Celeste destaca que a saúde ocular impacta na qualidade de vida. “Enxergar bem é condição para estudar, trabalhar, cuidar da família e viver com dignidade”.

“Não podemos aceitar que as pessoas esperem tanto tempo por algo tão essencial. Por isso, a chegada desta carreta é tão importante. Ela amplia o acesso, aproxima o serviço de quem mais precisa e tem potencial para realizar, em poucas semanas, um volume expressivo de atendimentos, ajudando a reduzir filas históricas no município e na região sul”, enfatiza a superintendente.

Outros 12 municípios também recebem as unidades móveis do governo federal, em 11 estados, além de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Receberam as carretas de saúde da mulher, nesta sexta-feira:

  • Fortaleza (CE)
  • Calçoene (AP)
  • Maracanaú (CE)
  • Posse (GO)
  • Teófilo Otoni (MG)
  • Diamantino (MT)
  • Pesqueira (PE)
  • Aracaju (SE). 
  • Já na segunda-feira (dia 30), é a vez de Rio Branco (AC) e Irecê (BA).

As unidades móveis do governo do Brasil também ajudarão a desafogar a demanda reprimida por serviços especializados em saúde da mulher, como consultas ginecológicas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, além de biópsias para diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero. Assim, mais mulheres estão sendo atendidas com menor tempo de espera.

  • Senador Canedo (GO) e Caicó (RN) recebem carretas especializadas em exames de imagem, com tomografias, essenciais para o diagnóstico de doenças graves e para a definição de conduta médica.

Ao todo, 58 unidades móveis estão posicionadas em regiões de difícil acesso, de alta demanda por assistência ou em cidades-polo, referência para atendimento de outros municípios da região, reduzindo o tempo de espera no SUS. São 36 carretas de saúde da mulher, 15 de exames de imagem e sete de oftalmologia que já levaram atendimento especializado para mais de 150 regiões de saúde.

Carretas desafogam atendimento

Até o final de 2026 um total de 150 unidades móveis estarão em funcionamento no País. Todas estão estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais e atuam para desafogar a demanda reprimida. Vinte e três municípios já zeraram a fila por atendimento.

  • Além das carretas, o Agora Tem Especialistas também mobiliza outras estruturas da rede pública e privada para ampliar a oferta de atendimento especializado e desafogar a rede local, realizando ações como mutirões, ampliação do horário de atendimento em policlínicas, provimento de médicos especialistas e atendimento de pacientes do SUS em hospitais privados, entre outras estratégias voltadas ao fortalecimento da assistência especializada no país.

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