Nery Fabres volta às prateleiras com mais uma obra de crime e suspense
“Crime no Palácio Piratini 3 – O Mistério do Cemitério”, obra do colunista do Jornal Sou do Sul, aprofunda suspense e corrupção no Rio Grande do Sul
O escritor gaúcho Nery Porto Fabres retorna ao universo investigativo da série “Crime no Palácio Piratini” com uma obra mais intensa, sombria e politicamente provocativa. Em “Crime no Palácio Piratini 3 – O Mistério do Cemitério”, o autor conduz o leitor por uma narrativa marcada por assassinatos, corrupção sistêmica, espionagem, jogos de poder e disputas envolvendo empresas funerárias, políticos e agentes infiltrados.
A trama inicia com a descoberta de um corpo em um antigo cemitério da cidade de Rio Grande. O cadáver, encontrado em uma sepultura violada, pertence ao servidor público Álvaro Seixas, responsável por licitações ligadas às obras funerárias da região. A partir daí, o experiente Capitão Mordes retorna ao centro das investigações ao lado do investigador Vasques, mergulhando em uma complexa rede de interesses políticos e econômicos.
Com forte ambientação no Rio Grande do Sul, a obra utiliza elementos da realidade política brasileira para construir um thriller contemporâneo de grande tensão psicológica. O livro também amplia o universo da série ao introduzir personagens ligados à embaixada uruguaia, empresários internacionais e agentes de inteligência que atuam nos bastidores do poder.
Ao longo da narrativa, o leitor acompanha coletivas de imprensa, perseguições, infiltrações diplomáticas, mortes suspeitas e manipulações políticas que aproximam o romance da realidade institucional brasileira. O autor trabalha com diálogos fortes, atmosfera cinematográfica e críticas sociais diretas, criando um enredo que prende o leitor do início ao fim.
O Capitão Mordes mantém sua característica mais marcante: a capacidade de enxergar além das versões oficiais. Em meio a um sistema político deteriorado, o personagem surge como símbolo de resistência investigativa diante de estruturas de poder sustentadas pelo medo e pela corrupção.
Outro ponto que chama atenção é o tom filosófico da obra. Em diversos momentos, a narrativa reflete sobre o funcionamento da política, o silêncio institucional e os mecanismos de manipulação da opinião pública. A frase de Hannah Arendt presente na abertura do livro — “Onde todos são culpados, ninguém o é” — resume a essência moral da história.
Além do suspense policial, o romance também retrata cidades como Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre com riqueza de detalhes, valorizando cenários urbanos, a Lagoa dos Patos e aspectos culturais do Sul do País. A ambientação regional fortalece a identidade da obra e aproxima o leitor do universo narrativo criado por Nery Fabres.
“Crime no Palácio Piratini 3” surge como um dos capítulos mais densos e ambiciosos da série, consolidando o autor como um nome da literatura policial regional contemporânea. Misturando crítica política, investigação criminal e tensão psicológica, o livro reafirma a força do suspense gaúcho e amplia ainda mais o universo do Capitão Mordes.
Com “Crime no Palácio Piratini 3 – O Mistério do Cemitério”, a série alcança um novo nível de maturidade narrativa, ampliando o universo investigativo e aprofundando ainda mais o conflito entre verdade, poder e silêncio institucional – Nery Porto Fabres – Escritos e colunista do Jornal Sou do Sul
As obras
- Crime no Palácio Piratini
Crime no Palácio Piratini 2
A Organização Criminosa
Crime no Palácio Piratini 3 – O Mistério do Cemitério - Os próximos (4, 5 e 6) serão lançados em setembro e outubro deste ano
Personagens
- Capitão Mordes
Responsável por conduzir a investigação central da obra. - Vasques
Investigador responsável pela análise das licitações e bastidores do esquema. - Pablo
Investigador ligado a empresas uruguaias, auxilia nas descobertas. - Álvaro Seixas
Servidor assassinado; sua morte desencadeia toda a investigação. - Sargento Motta
Policial militar envolvido nos homicídios e ações ilegais da organização. - Barcelos
Agente ligado à inteligência, especializado em operações sigilosas. - Governador
Figura política central envolvida na crise institucional. - Arthur
Ligado ao crime, é eliminado para evitar vazamentos. - Prefeita
Auxilia Mordes nas conexões diplomáticas e políticas durante a investigação.
A série
- Antes de “O Mistério do Cemitério”, a série “Crime no Palácio Piratini” já havia conquistado leitores interessados em suspense político e investigação criminal ambientados no Rio Grande do Sul. As obras anteriores introduziram o universo do Capitão Mordes e estabeleceram o tom crítico que marca toda a coleção.
- No primeiro livro, “Crime no Palácio Piratini”, o leitor conhece Mordes em uma investigação cercada por conspirações políticas, assassinatos e interesses ocultos no governo estadual. A narrativa apresenta um ambiente onde poder, corrupção e manipulação caminham lado a lado. O livro se destacou por ter ficção policial e elementos inspirados na realidade política brasileira.
- A primeira obra também apresentou a personalidade do Capitão Mordes: investigador silencioso, observador e pouco influenciado por pressões políticas. Sua postura crítica diante das instituições tornou-se uma característica forte da série.
- Já no segundo volume, a narrativa ampliou a complexidade dos conflitos políticos e institucionais. O universo da série passou a explorar disputas internas pelo poder, articulações partidárias e esquemas de influência que ultrapassavam os limites tradicionais da investigação policial.
- Os livros anteriores ajudaram a construir um cenário literário marcado por forte identidade regional. Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas e outras cidades gaúchas aparecem não apenas como pano de fundo, mas como parte viva da narrativa. O ambiente urbano, o clima frio, os cafés antigos e os corredores do poder contribuem para a atmosfera sombria da série.
- Outro elemento que consolidou a popularidade das obras anteriores foi o equilíbrio entre ação e reflexão política. Os romances de Nery Porto Fabres não se limitam ao suspense policial tradicional. Eles também discutem corrupção estrutural, fragilidade institucional, manipulação midiática e os limites éticos do poder.
- Ao longo da série, o autor criou personagens complexos, diálogos intensos e situações que aproximam o leitor da realidade brasileira contemporânea. A presença constante de investigações envolvendo figuras públicas e estruturas de governo faz com que os livros provoquem reflexão social e política.





