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Começa manutenção no prédio da Estação Ferroviária Central de Rio Grande

Prioridade é garantir a segurança da estrutura e a preservação do patrimônio enquanto outras medidas necessárias são encaminhadas

Nesta segunda-feira dia 10 de agosto foi dada a largada de uma ação emergencial de salvamento e estabilização no prédio da antiga Estação Ferroviária, patrimônio histórico do Município. Nesta primeira etapa a Prefeitura Municipal, por meio das secretarias de Planejamento e Habitação (SMPLANH) e de Serviços Urbanos (SMSU está fazendo a remoção das telhas, estabilização da estrutura e salvamento de elementos originais do prédio, como forma de evitar que se agravem os danos e seja assegurada preservação do imóvel.

A intervenção da municipalidade ocorre após a identificação do comprometimento do telhado, que sofreu desabamento parcial. Em uma inspeção realizada com o uso de drones, equipe técnica da Prefeitura constatou o furto de parte das telhas do prédio, além do desaparecimento das calhas originais. A remoção, por estar localizada na parte superior da edificação, não era perceptível a partir do solo. Conforme a SMPLANH, coordenada pelo arquiteto Daniel Cougo, a retirada das telhas e calhas permitiu que a água das chuvas atingisse o madeiramento de sustentação do telhado, agravando a situação da estrutura.

Cougo afirma que a ação da Prefeitura é emergencial e tem a finalidade de impedir que ocorra o colapso total da cobertura. “O madeiramento está muito comprometido e, por isso, a retirada das telhas vai aliviar o peso sobre as estruturas. E o envelopamento vai proteger a estrutura de madeira e demais elementos, evitando a progressão dos danos”, explica o coordenador. O material retirado da edificação está sendo armazenado para ser classificado e utilizado, posteriormente, no processo de restauração do prédio.

A intervenção também prevê a limpeza técnica da edificação, com a retirada dos elementos internos que já apresentam comprometimento, buscando preservar ao máximo a originalidade do edifício e o seu valor histórico. Após a remoção das telhas, a Prefeitura vai determinar solução provisória de vedação para impedir a entrada de água no prédio enquanto serão definidas as próximas etapas do processo de restauração.

A ação está sendo realizada com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Estadual (IPHAE) e acompanhamento do Ministério Público Estadual (MPE). De acordo com o secretário da SMPLANH, Glauber Gonçalves, o promotor Daniel Indrusiak, da Promotoria de Justiça Cível do Rio Grande, propôs a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) envolvendo as medidas de preservação da área, incluindo o prédio principal da antiga estação.

Recursos para recuperação

Além da ação emergencial, custeada com recursos do Município, a Prefeitura encaminhou projeto ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), do Ministério Público Estadual, reivindicando verba para as intervenções necessárias à preservação e recuperação do patrimônio. O valor necessário para restauração completa da antiga estação, diante das condições do imóvel, tem estimativa de R$ 14 milhões a R$ 15 milhões.

O objetivo imediato é evitar o agravamento dos danos e garantir que a estrutura possa ser preservada até que sejam viabilizados recursos necessários para o restauro completo do edifício. A preocupação dos profissionais é preservar o imóvel e impedir que aconteça o que já ocorreu com outros prédios históricos, com a perda de elementos de valor cultural e artístico. As telhas, por exemplo, são originais e precisam ser armazenadas e preservadas para retornar ao prédio quando restaurado.

Prevenção diante dos eventos climáticos

A intervenção também leva em consideração as previsões de um segundo semestre com maior ocorrência de chuvas e a possibilidade de novos eventos climáticos extremos, como os fortes ventos registrados recentemente. Para o secretário Glauber Gonçalves, a ação busca reduzir os riscos de que esses fenômenos provoquem o colapso de uma estrutura que já se encontra fragilizada pelo tempo e pelas condições atuais do prédio.

  • A retirada preventiva das telhas e a adoção de medidas de proteção permitirão reduzir a exposição da edificação às chuvas e aos ventos enquanto evoluem as demais etapas necessárias para a recuperação.

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