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Começou a remoção dos barcos abandonados na Lagoa dos Patos

Processo de retirada das embarcações iniciou na terça-feira, ao lado da hidroviária, nos fundos da Câmara do Comércio

Na manhã de terça-feira, dia 27, a Prefeitura de Rio Grande e a Capitania dos Portos iniciaram a retirada de duas embarcações abandonadas na Lagoa dos Patos. Elas estão há anos ao lado da hidroviária, nos fundos da Câmara do Comércio, sendo ocupadas inclusive por pessoas em situação de vulnerabilidade e já tendo sido atingidas por incêndios. A ação visa eliminar riscos ambientais e à segurança da população, além de recuperar a paisagem do local, em frente a Lagoa dos Patos.

A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até este final da semana. A execução é feita de forma integrada pelas secretarias de Serviços Urbanos (SMSU), Infraestrutura (SMI), Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA), Saúde (SMS), Mobilidade, Acessibilidade e Segurança (SMMAS) e Assistência Social e Direitos Humanos (SMADH). Também participam empresas privadas especializadas e parceiras da Capitania dos Portos, a In-Shore Mergulho Profissional e a Sulmar Serviços Subaquáticos Ltda.

Como parte do acordo para a retirada o Município cedeu maquinários e mão de obra, enquanto as empresas realizam orientações técnicas de assessoramento. A operação começou pela retirada das ferragens da área superior de uma das embarcações, e seguirá por partes até o desmonte completo. O processo também terá especial cuidado com a remoção de peças mais sensíveis, como as do motor.

De acordo com o secretário da SMSU, Dirceu Lopes, os dois barcos pesqueiros estão no local há vários anos. O processo de remoção já vinha sendo discutido, inclusive judicialmente, com a participação de diversos órgãos públicos e os proprietários, buscando uma solução para a retirada das carcaças, agora iniciada.

“Essas embarcações estão aqui há anos e representam um risco ambiental importante, além de comprometerem a segurança e a paisagem da orla. É um trabalho que envolve diversos órgãos e profissionais especializados, e estamos realizando uma operação que busca liberar o espaço e eliminar esse problema que há tantos anos prejudica a cidade”, afirmou.

  • O atual comandante da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sull, o capitão de Mar e Guerra Gutemberg da Silva Ferreira, comentou a operação: “Estamos preocupados sempre com a segurança da navegação e a poluição hídrica. O processo de remoção está sendo feito pela Prefeitura e duas empresas com conhecimento especializado na remoção dos barcos, acostumadas com esse tipo de operação. Também temos o apoio da Portos RS, são várias frentes para fazermos uma operação segura”, disse o oficial.

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