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Seminário Técnico Regional da Cebola debate inovação, clima e fortalecimento da produção

A Secretaria de Município da Agricultura e Pecuária (SMAP) de Rio Grande, em parceria com a Emater/RS-Ascar, Embrapa e o Subcomitê da Cebolicultura, promove no próximo dia 28 de maio o 2º Seminário Técnico Regional da Cebola. O evento será realizado no Salão da Comunidade Nossa Senhora de Fátima, na Ilha do Leonídio.

O seminário tem como objetivo reunir produtores, pesquisadores, técnicos e representantes do setor agrícola. A finalidade do encontro é promover o debate de temas voltados ao fortalecimento da cebolicultura regional, promovendo qualificação, troca de experiências e acesso às novas tecnologias aplicadas à produção.

Segundo o secretário adjunto da SMAP, Cledenir Mendonça, o seminário surgiu a partir de uma articulação regional ainda no ano passado entre Emater, Embrapa e os escritórios regionais de municípios como Mostardas, Tavares, São José do Norte e Rio Grande. “A ideia foi construir um encontro regional para discutir a cebola litorânea, que possui grande importância para a agricultura familiar da região”, destacou.

  • De acordo com Cledenir Mendonça, mesmo com a redução da produção ao longo dos anos, a cebola segue sendo uma das principais culturas da agricultura familiar em Rio Grande.
  • Atualmente, o Município conta com cerca de 130 produtores e aproximadamente 250 hectares destinados ao cultivo.

Entre os destaques da programação está a palestra da professora Elisa Helena Fernandes, da Universidade Federal de Rio Grande, que abordará temas como as previsões do fenômeno El Niño e os impactos na agricultura regional. O tema preocupa produtores devido à possibilidade de excesso de chuvas durante o segundo semestre, período em que as lavouras de cebola já estarão plantadas em áreas suscetíveis a alagamentos.

“É importante ouvir a academia e os pesquisadores sobre a questão climática, principalmente neste momento em que os sinais são preocupantes para a agricultura”, afirmou Mendonça. Outro tema em destaque será a Indicação Geográfica da cebola litorânea, considerada uma alternativa para valorização e proteção da produção regional. A proposta busca reconhecer as características históricas, culturais e produtivas da cebola cultivada na Região Sul do Estado.

  • Segundo Cledenir, a tradição da cultura da cebola na zona litorânea remonta ao ano de 1850, período em que Rio Grande chegou a ocupar posição de destaque nacional na produção e exportação através do porto do Município.
  • A programação também contará com debates sobre controle de doenças na cultura da cebola e utilização de bioinsumos e biofertilizantes, alternativas que vêm sendo discutidas como formas de ampliar a sustentabilidade e reduzir impactos no sistema produtivo.

Além das atividades técnicas, o seminário contará com momento cultural e espaço para interação entre produtores, pesquisadores e instituições participantes. As inscrições serão realizadas gratuitamente no local do evento na ilha do Leonídio. A atividade é aberta ao público e possui carga horária de seis horas.

Programação

8h30min às 9h – Recepção dos participantes
9h às 10h – Controle de doenças na cebola, com Bernardo Ueno
10h às 11h – Bioinsumos aplicados à cultura da cebola, com Patrícia Grinberg (EMATER)
11h às 11h30min – Perguntas e discussão
11h30min às 12h – Abertura oficial
12h às 13h – Almoço
13h às 13h30min – Momento cultural
13h30min às 14h30min – Previsões do El Niño e os impactos na agricultura, com Elisa Helena Fernandes (FURG)
14h30min às 15h30min – Indicação Geográfica da Cebola, com Cíntia Brenner Acosta Franco, Vera Martins (Coafan) e Cláudio Farias (IFRS)
15h30min às 16h – Discussão e encerramento do evento.

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