Esporte

Volta do Veloterra após licença ambiental reúne pilotos gaúchos e do Uruguai

Expectativa dos pilotos é que seja também liberada a pista de motocross, que já está em análise no Executivo

“A pista tem que estar ruim, se tiver boa não tem graça!” A manifestação do piloto Michael “Coiote” Pires, 30 anos, traduz o espírito da prova realizada na pista do veloterra rio-grandino, domingo, dia 23. A competição, com apoio da Prefeitura de Rio Grande, reuniu 82 pilotos da Zona Sul do Estado, competidores do Uruguai e um ítalo-americano. Todos enfrentaram o frio, vento e o barro formado pelas últimas chuvas. As condições adversas agradaram tanto aos pilotos quanto ao bom público presente.

A etapa marcou a reabertura da pista para competições após a conquista da licença ambiental junto à Secretaria do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA). O evento integrou o Campeonato Citadino de Veloterra e contou com provas infantis, a partir dos seis anos, até pilotos com mais de 60 anos. Mykael Almeida, tesoureiro e um dos diretores da Associação Rio-grandina de Motociclismo (ARM), acredita que a regularização representa um novo momento para o esporte na cidade.

  • Como exemplo, Mykael citou a participação de pilotos de Bagé, Santa Vitória do Palmar, Pelotas, Arroio Grande, Pedro Osório, Jaguarão, Montevidéu e Melo, no Uruguai, e outras cidades da região. “Ainda este ano teremos mais duas etapas do veloterra e uma prova de arranca-capim”, anunciou.

Prefeitura mobiliza secretarias

O secretário-adjunto da SMMAS, Edinho Lopes, coordenou a relação do Executivo com a ARM e disse que a liberação ambiental foi construída em parceria com a diretoria da associação. A Prefeitura atuou de forma integrada para viabilizar a competição.

Participaram da organização as secretarias de;

  • Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA)
  • Mobilidade, Acessibilidade e Segurança (SMMAS)
  • Saúde (SMS)
  • Turismo (SMDITMAR)
  • Esporte e Lazer (SMTEL)
  • Além de outras estruturas municipais de apoio.

O secretário-adjunto salientou que toda estrutura tem, além da licença ambiental, a garantia de tranquilidade para quem organiza e atua na fiscalização e para os pilotos. “Queremos que quem gosta de velocidade venha competir em um parque fechado, com segurança, ambulância e toda a estrutura necessária”, afirmou. Ele disse que Rio Grande está preparado para outras competições no veloterra.

Integração regional

Vencedor em mais de uma categoria neste domingo, o rio-grandino Michael “Coiote” Pires comemorou a retomada das provas na cidade. Há 13 anos no motociclismo, ele avalia como bastante positiva a integração entre pilotos brasileiros e uruguaios, lembrando que esportistas locais competem no país vizinho e vice-versa. “Sempre é uma disputa acirrada, mas existe respeito e amizade entre todos. Ter essa pista novamente aberta é uma conquista para o esporte”, afirmou Coiote.

A prefeita Darlene Pereira foi convidada à pista e falou sobre o significado da regularização do espaço para a cidade. Afirmou que é um esporte que lhe dá um pouco de medo. “Mas faz parte da responsabilidade do poder público respeitar a vontade das pessoas. Vocês escolheram esse esporte e ele agrega valor à nossa cidade, movimenta o turismo, traz visitantes e fortalece Rio Grande. O mais importante é que agora essa prática acontece de forma legal, com segurança”, frisou.

Retorno do motocross

Veterano do motociclismo gaúcho, Brizola Dunga, aos 66 anos, aproveitou o evento para pedir a reabertura da antiga pista de motocross do Município, que está desativada ao lado do veloterra. Ele acredita que Rio Grande tem condições para voltar a sediar grandes competições da modalidade, hoje praticamente inexistente na Zona Sul do Estado. A prefeita Darlene disseque o processo de licenciamento ambiental da pista de motocross está em andamento, anúncio que foi aplaudido pelos pilotos e pelo público.

Piloto de Nova York elogia organização

Entre os participantes, na plateia, mas frequentador assíduo do veloterra rio-grandino, onde treina quando está no Brasil, esteve o ítalo-americano Carlo Maiorano, de 46 anos, morador de Nova York. Casado com uma brasileira e interessado em adquirir um imóvel no Cassino, ele elogiou a organização e participação de vários pilotos no evento.

“Não sou piloto profissional, mas fiquei surpreso com a organização. A pista está muito bem cuidada e tudo é muito limpo. Gosto muito de Rio Grande porque me lembra a região onde meu pai nasceu, na Itália: a tradição, comida e ambiente fazem com que eu me sinta em casa. É sempre um prazer voltar”, disse Carlo.

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