A comunidade rio-grandina começou na quinta-feira, dia 26, a discutir o futuro do Centro Histórico do Rio Grande. Como parte da programação do Festival do Mar – Festimar 2026, o auditório da Receita Federal sediou o seminário Centro + Vivo, promovido pela Prefeitura do Rio Grande e com participação de diversas secretarias, lideradas pela Secretaria de Planejamento, Habitação e Regularização Fundiária (SMPLANH).
O objetivo principal foi o de responder a uma pergunta central: como enxergamos o Centro Histórico hoje e que cidade queremos construir para o futuro? A partir deste contexto, a intenção do evento é construir, coletivamente, propostas operacionais e prioridades para requalificar o Centro Histórico de Rio Grande em três eixos: Patrimônio Cultural, Desenvolvimento Econômico e Requalificação Urbana.
O evento teve participação de diversas autoridades
- Prefeita Darlene Pereira
- Diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Sul (Iphae-RS), Renato Savoldi
- Secretário da SMPLANH, Glauber Gonçalves
- Secretária de Cultura e Economia Criativa, Rita Rache
- Secretária do Gabinete de Programas e Projetos Especiais, Giovana Trindade
- Secretário adjunto de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar, Edward Moraes
- Superintendente de Planejamento Urbano da SMPLANH, Gabriel Fernandes
Conforme destacou a prefeita, o tema está presente no plano de governo da atual gestão, muito em função das diversas manifestações da comunidade solicitando uma resposta para o atual momento do Centro Histórico. Por esse motivo, o seminário foi pensado justamente para a construção conjunta com a comunidade, entidades e instituições.
“Esse é um programa prioritário de governo. Nós temos muita riqueza, muito patrimônio, mas temos muito o que fazer, porque estão muito descuidados. Hoje é um recurso que a gente não dispõe. Então é importante estarmos aqui, dialogando, para pensarmos juntos as melhores alternativas de cuidado, de valorização, de reutilização, e de requalificação do nosso centro histórico,” diz.
Além disso, Darlene apresentou um panorama de diversas ações em desenvolvimento que estão diretamente relacionadas com a pauta. “A nossa ideia é que esse conjunto de ações qualifiquem o centro e criem atrativos para que mais pessoas queiram vir para o centro, investir no centro”, comenta a prefeita.
Alguns exemplos:
- Revitalização do prédio da Alfândega (Receita Federal)
- Recuperação da Biblioteca Rio-Grandense
- Projeto já assinado para a recuperação do prédio dos Correios
- Projeto de rotas acessíveis, que prevê a qualificação de calçadas e passeios, em licitação
- Requalificação da calçada da Praça Xavier Ferreira, que em breve estará em licitação
- Reforma do Calçadão, que em breve terá processo licitatório iniciado
- Projeto do Centro Municipal de Cultura, que em breve irá para licitação
De acordo com o superintendente de Planejamento Urbano da SMPLANH, o tema vem sendo discutido desde o ano passado com as demais secretarias de governo, considerando os diversos programas e projetos que estão sendo desenvolvidos.
“O seminário é um momento de escutar a todos, conversar com todos e construir com todos. Então o propósito do Centro + Vivo é ser um programa participativo O seminário é esse momento especial, com a comunidade participando e construindo em conjunto, fico muito feliz por esse espaço de diálogo”, afirma Fernandes.
Compilação de dados
O projeto em construção conta com uma grande base de dados, que revela diferentes aspectos da atual realidade de todo o Rio Grande. Algumas dessas informações foram apresentadas pelo secretário da SMPLANH, Glauber Gonçalves. Ele exibiu uma ferramenta utilizada pelo Município que permite, por exemplo, saber o valor do IPTU pago, filtrando por unidade habitacional ou região.
Da mesma forma, mostrou os atuais valores do m² nas diferentes regiões da cidade, dados sobre renda familiar e imagens de alguns prédios históricos da cidade. Todas essas e outras informações estão a disposição da Prefeitura e estão sendo utilizadas para embasar as decisões que visam uma nova realidade para o Centro Histórico.
“Conhecer bem o problema é fundamental para projetar e alinhar soluções. E para isso a gente estuda, mede, interpreta. Acima de tudo temos que conhecer os detalhes, todos os parâmetros devem ser levados em consideração, por isso temos que nos aprofundar nas informações”, frisa.
Sobre o seminário, o secretário fez questão de ressaltar que se trata de um evento de discussão e complexidade sobre uma população e um território. “O Centro é uma região que, ao mesmo tempo, é um centro econômico, comercial, histórico, cultural, para muitos é de lazer e para outros é residência. É onde estão boa parte dos serviços fundamentais, administrativos, de saúde. Então é uma oportunidade de trocar ideias, de entender as perspectivas de quem está vivendo esses múltiplos horizontes e quais são as suas maiores incertezas”, acrescenta.
Roteiros
A programação da manhã ainda foi marcada pela participação da comunidade em quatro roteiros relacionados com a temáticas: Caminho fabril no museu – histórias e memórias do patrimônio industrial; Caminhos Negros; Caminhada Cultural: Rua Riachuelo – história e paisagem de uma porção do Centro Histórico; e uma visita cultural ao Centro da cidade com o IAB Rio Grande.
Os roteiros têm, também, a função de valorizar diferentes dimensões da formação histórica e cultural do Rio Grande, evidenciando a diversidade de patrimônios, memórias e atividades que estruturam a identidade do Centro Histórico. As percepções e registros produzidos durante os percursos servirão como subsídio para as discussões das oficinas temáticas durante o seminário.



