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Políticas climáticas e prevenção encerram Workshop sobre Meio Ambiente

A importância da governança climática e da participação comunitária, com a proposta de formação de agentes climáticos nos territórios para ampliar a conscientização e fortalecer o diálogo entre comunidades e o poder público, foi um dos temas debatidos

Duas palestras fecharam os debates do 1º Workshop de Meio Ambiente nesta quinta-feira, dia 21, na Câmara de Comércio de Rio Grande. As atividades encerraram as discussões ligadas às políticas climáticas e à preparação de estruturas públicas diante de eventos extremos. O workshop foi promovido pela Wilson Sons em parceria com a Prefeitura, Fepam, Ibama, Portos RS e Câmara de Comércio, e reforçou a importância do planejamento, integração e cooperação entre diferentes setores diante dos impactos cada vez mais frequentes das mudanças climáticas. 

A a secretária-adjunta da Secretaria de Município do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA), Daiane Marques, e o diretor de Meio Ambiente da Portos RS, Henrique Ilha, palestraram para representantes de instituições públicas, estudantes e professores universitários, consultorias, secretarias do governo Municipal, Defesa Civil, setor privado ligado à economia e à área portuária, incluindo a própria gestão do Porto de Rio Grande. Daiane trouxe para o debate a elaboração do Plano de Ação Climática do Município como uma das principais iniciativas da atual gestão.

O documento técnico contém diagnósticos, cenários e metas de curto, médio e longo prazo para mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. Na exposição ela frisou que o plano servirá de base para revisão de instrumentos de gestão, como o Plano Diretor e o Plano de Saneamento. A secretária-adjunta também enfatizou a importância da governança climática e da participação comunitária, com a proposta de formação de agentes climáticos nos territórios para ampliar a conscientização e fortalecer o diálogo entre comunidades e o poder público.

Outro ponto abordado foi a relevância ambiental de Rio Grande, considerada estratégica por conta de suas áreas naturais, como marismas, banhados, restingas e pradarias submersas, que atuam como “áreas-esponja” e sumidouros de carbono. Porém Daiane alertou para os impactos da impermeabilização urbana e para a necessidade de preservação ambiental como medida de enfrentamento aos eventos extremos.

Na exposição feita por Henrique Ilha, ele apresentou ações desenvolvidas pelo sistema portuário gaúcho para adaptação às mudanças climáticas. Ele lembrou estudos iniciados ainda em 2002, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), voltados à avaliação de riscos climáticos nos portos brasileiros. De acordo com o diretor, o Porto de Rio Grande manteve suas operações mesmo durante as enchentes recentes que atingiram o Estado, resultado, explicou, do planejamento técnico, da robustez das estruturas portuárias, montadas ao longo de décadas, e dos protocolos já existentes para situações de crise.

  • Ilha também apontou a necessidade de ampliar estudos e sistemas de monitoramento climático em outras regiões e reforçou a importância da produção de dados para qualificar a gestão e a prevenção.

Entre as autoridades presentes estavam o vice-prefeito Renato Gomes e o coordenador regional de Proteção e Defesa Civil, coronel Márcio Facin, que destacou a importância da integração entre instituições e sociedade no enfrentamento dos eventos climáticos. Ele também deu ênfase à prioridade das ações preventivas nas políticas públicas. Já o vice-prefeito citou a relevância do debate promovido, reforçando que Rio Grande vem trabalhando na elaboração de planos de contingência e em projetos estruturantes voltados à resiliência climática.

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