Economia

Fim do pedágio a R$ 19,60 será a meia-noite desta terça-feira, dia 3

Concessão administrada pela Ecovias ficará sob responsabilidade do DNIT até definição da empresa que assumirá o trecho

  • Angélica Silveira
  • Correio do Povo
  • Edição: Silvestre Silva n Santos

No próximo dia 3 de março (terça-feira) termina o contrato de concessão do Polo Rodoviário de Pelotas com a Ecovias Sul. Durante o período em que administrou as rodovias concedidas, foram realizados investimentos que, segundo a concessionária, ultrapassam os R$ 2,5 bilhões, no trecho de 457,3 quilômetros, em 14 cidades da região. O período foi marcado pela discussão em torno do valor dos pedágios, sendo o mais barato R$ 19,60 para veículos leves e, o mais caro, de R$ 273,80, para caminhões de grande porte.

Segundo informações do Ministério dos Transportes, a Rota Portuária do Sul, que integra a carteira de projetos de concessões rodoviárias para 2026, substituirá o atual contrato de concessão da Ecovias Sul, firmado originalmente pelo Rio Grande do Sul, em 1998, e posteriormente transferido à União por decisão judicial. “Esse contrato não atende às diretrizes da atual Política Federal de Outorgas e prática valores de pedágio muito superiores às médias observadas nos nossos leilões”, consta na nota divulgada pelo Ministério dos Transportes.

O processo de consulta pública, para que a sociedade opine sobre obras, cronogramas e valores de pedágio, está sendo estruturado em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Após a consolidação das contribuições, ele será ajustado e encaminhado para análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

Dnit assume os trechos provisoriamente

“A previsão é de que a nova concessionária inicie a operação ainda em 2026”, projeta o governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes. Até lá, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) assumirá a administração do trecho, mantendo os padrões de segurança e trafegabilidade. O projeto de concessão prevê investimentos superiores a R$ 10 bilhões, em uma extensão de 452,2 quilômetros, entre as cidades de Santana da Boa Vista, Camaquã, Jaguarão e Rio Grande nas BRs 116 e 392 (atual Polo Rodoviário de Pelotas).

O Ministério dos Transportes justifica a decisão enfatizando que novo modelo adotará gestão por incentivo, permitindo reajustes tarifários apenas após a entrega das obras, alinhando os investimentos ao interesse público e garantindo melhor relação custo–benefício aos usuários.

Faltando pouco para o encerramento da concessão, a Ecovias Sul reafirma o compromisso com a execução integral do contrato até às 23h59min do dia 3 de março. Até essa data, a concessionária seguirá operando as rodovias sob sua responsabilidade e prestando integralmente todos os serviços aos usuários, como atendimento médico e mecânico, conservação, monitoramento de tráfego e segurança viária, dentro dos padrões de qualidade que marcaram sua trajetória.

  • No período em que vai administrar o trecho, o DNIT não vai realizar serviços de socorro em casos de emergência por acidentes e nem a remoção de veículos em pane ou em razão de sinistros. Estes serviços serão de responsabilidade das polícias rodoviárias, Samu e guinchos particulares.

Cumprimos o contrato com excelência até o último dia, garantindo segurança, inovação e respeito ao meio ambiente – Miquéias Neuenfeld, diretor-superintendente da Ecovias Sul

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